•O uso regular do fogo há 500 mil anos modificou a
alimentação do universo doméstico
•A palavra “pizza” vem do grego “picea”; pinheiro
usado para aquecer fornos e assar um tipo de massa difundida
na Grécia
•Os homens desde as origens alimentavam-se com
seis tipos de cereais: sorgo, aveia, cevada, trigo
e mais tarde o centeio. O milho, após a chegada de Colombo
à América. A epopéia dos cereais dura 15000 anos
•Os grãos dos cereais eram torrados em pedra aquecida
e juntavam água que transformava em um bolo molhado
•O trigo surgiu, na forma primitiva, no Egito,
nas paisagens dos vales e rios, e posteriormente espalhou-se,
sendo a mais importante experiência da historia dos
cereais, a sua expansão por todo mundo constitui um
enigma - talvez nas entranhas de alguma ave migratória...
ou foi objeto de troca comercial.
• Com o surgimento do trigo, todos os cereais
foram considerados de segunda ordem
• Os egípcios criaram o pão,
podendo por razões técnicas ser considerado a primeira
pizza primitiva, por terem acrescentado á massa o levedo
obtido da fabricação da cerveja, havendo assim, o triunfo
sobre pastas de cereal ou bolos de farinha sem levedação,
está ligada á civilização ocidental há 6000 anos
•Os pães dos egípcios tiveram formas diferentes para
as oferendas; nos templos salpicavam com cominho e enriqueciam
a massa com gordura de ganso, ovos, mel, óleo de oliva,
figos e tâmaras.
•A oliva é considerada uma fruta legendária...
•A oliveira foi a primeira árvore
salva no Dilúvio; uma pomba trouxe a Noé, um ramo de
oliveira, que simbolizou a calma, serenidade e a paz
reencontrada.
•Surgiu na Ásia Menor – se estendia da Síria
a Grécia, florescendo e sendo cultivada entre 3 000
a 6 000 anos nesses locais; foram levadas para a bacia
do Mediterrâneo (correspondente atualmente: Itália,
França, Espanha e Marrocos), pelos gregos e fenícios,
juntamente com o trigo e o próprio óleo, há mais de
vinte e cinco séculos
•Inventaram um forno para assar, construído
em forma cilíndrica com tijolos de lama do Nilo, fechado
em cone, no topo, o interior era dividido horizontalmente
com uma laje lisa. Na parte inferior deixavam um buraco
para alimentarem o fogo e na parte superior a entrada
da massa e para a saída das gazes
•O forno dos egípcios foi considerado o primeiro
forno de experimentação química do mundo, aliado ao
aspecto de “praticas mágicas”
•Entre 5000 e 7000AC, os caçadores coalhavam o leite
dos animais, enformavam e controlavam a coagulação.
•Os egípcios estão entre os primeiros pastores que
cuidaram do gado e tiveram no queijo importante fonte
de sua alimentação
•O povo de Israel conheceu
o pão no contato que teve com os egípcios, a Bíblia
menciona o momento que se encontraram: os pastores,
camponeses, hebreus e os egípcios. Abraão, hebreu, e
a suas gentes viviam em tendas, tinham farinha, mas
não tinham fornos, como os dos egípcios com arquitetura
sólida, havia outros transportáveis, aos quais os judeus
chamavam “tamurim” e eram pesados,
assim para o povo que vivia em tendas, era impossível
o seu transporte
•Pelo relato bíblico, a saída dos judeus (Êxodos),
do Egito foi apressada que não tiveram tempo de confeccionarem
o pão como dos egípcios, amassado antes de ir ao forno,
levavam sem levedar, pois não tinham fermento; então
Moisés disse ao povo: “Recordai-vos deste dia em que
saíste do Egito, da casa da servidão, pois foi com a
mão forte que o Senhor vos fez sair daqui. Não comerá
pão fermentado”
•Na Grécia Antiga, demoraram
em substituírem os grãos de cereal torrados ou as papas
de farinha, mas depois aprenderam com perfeição, colocavam
por cima azeite, queijos, sementes, amêndoas, nozes,
pimenta, folhas de louro etc.
•Ateneu, autor do Banquete dos Sofistas, (século II
e III d.C ) conta que alguns padeiros obrigavam os ajudantes
a usarem luvas e mascaras para que não caísse suor na
massa e para a respiração não a estragasse
•Os mestres padeiros tinham consciência profissional,
organizaram-se em associações com direitos reconhecidos
e garantidos pelo Estado e passavam a condição de funcionários
no Império Romano
•Os lombardos, chegados do sul
da Itália depois da queda do Império Romano,
trouxeram suas búfalas que encontraram ambiente ideal
na região do Lazio e criaram a Mussarela
e com a descoberta da América, o tomate que depois das
desconfianças iniciais – ingressou triunfalmente na
culinária italiana.
•Em 1529 ,o criador da Villa d´Este , em Tivoli –Itália
o Cardeal Ippolito promoveu um banquete e a pizza constou
no cardápio : “pizza com pastéis folhados ao
estilo catalão”
•O tomate teria conquistado
os italianos e espanhóis nos anos de 1500 a 1600, mas
somente foi difundido em 1700; os botânicos alemães
consideravam planta tóxica
•Desde séculos, a tradição da pizza é firmada na vida
napolitana, a versão com uso do tomate, desde meados
dos anos de 1700.As pizzarias devem seu impulso
aos reis de Nápoles, Ferdinando e Ferdinando II,
grandes amantes da pizza. O primeiro percorria as ruas
da cidade para satisfazer seus desejos, escondido da
sua mulher Maria Carolina, irmã da rainha da França,
que detestava a pizza, seu filho, construiu sua própria
pizzaria no Parque Capodimonte em 1820
•Ainda existe uma taberna, onde serviam pizza, naquela
época, em Nápoles: L`Osteria della Mattonella
•Port `Alba foi a primeira pizzaria,
no ano de 1830, que se tem registro em Nápoles
•Em 11 de junho de 1889, foi criada a pizza
Margherita, por Rafael Espósito, utilizando
o tomate, mussarela de búfala e manjericão para a Rainha
Margherita, esposa do Rei Humberto, da Itália
•Na guerra do hambúrguer, no mundo,
ele aparece como ameaça às tradições culinárias e “aparência
do diabo”, é responsabilizado por todos os tipos de
defeitos de ordem nutricional ou simbólica, a pizza
escapa...
•A pizza estende sobre o planeta e
esta se tornando mais importante do que o hambúrguer
está disponível em restaurantes,
pizzarias, delivery, mercearias, supermercados, vendedores
ambulantes, quiosques em pistas de esqui e outros lugares...
é disponibilizada em países sem que o imperialismo italiano
suscite inquietações de identidade ou nutricionais
•A crise da vaca louca dá vantagem á pizza desde 1996,
o hambúrguer padece, da suspeita mortal que pesa sobre
a carne de boi
•* Considerações extraídas do livro História
da Alimentação
Ronaldo Ayres – Senhor Pizza, mestre internacional
de massas, em entrevista para a revista Food Express
–2004 – edição nº 52, enfoca a rentabilidade
ligada à boa administração, menciona que São
Paulo é responsável por 70% das pizzarias do Brasil
e, apesar disso, carecem de aprimoramento técnico e
treinamentos específicos para chegarem a excelência,
ressaltou a importância da eliminação do desperdício
e a liberdade de criação, garantindo que a melhor pizza
do mundo está aqui...
Levantamento feito para a Associação
Nacional de Fabricantes de Pizzas, os EUA
ficam em 1º lugar no consumo de pizzas, em segundo
lugar, o Brasil, com destaque São Paulo, onde demos
toque nacional – na Itália servem pizza “brasiliana”